quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

LI E RECOMENDO! - Livro: A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus

Livro: A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus
Autor: James Emery White
112 páginas
Editora Vida

Descrição:
“Em nossos dias, as vozes que querem expor valores tradicionais, quanto mais valores cristãos, serão pressionadas cada vez mais a ficar caladas.”
— James E. White

“A maioria dos cristãos preferiria morrer a pensar. Na verdade, é o que fazem.”
— Bertrand Russell

Fomos feitos à imagem de Deus, e uma das dinâmicas mais preciosas e nobres dentro dessa imagem é a capacidade de pensar.
O propósito deste pequeno livro é pensar de maneira cristã. Embora curto em tamanho, A mente cristã num mundo sem Deus delineia um grande desafio: desenvolver nossa mente à luz de uma cosmovisão bíblica que, então, será usada para pensar de modo cristão a respeito do mundo. Daí, poderemos, como cristãos, responder à cultura em que vivemos, e ajudar a cultura a responder ao Cristo que seguimos.
Foi esse o chamado do apóstolo Paulo: “embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. [...] Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2Coríntios 10.3,5).


É um livro de rápida leitura e de excelente conteúdo sobre a necessidade que temos de uma verdadeira mentalidade cristã num mundo marcado pelo desprezo e pela ignorância espiritual. Recomendadíssimo!

Que Papai abençoe a todos
Missionário Adilson

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cachorro Quente!


E esta semana estamos comemorando o aniversário da Comunidade Evangélica Martim Lutero! Nas noites de quinta e sexta, a partir das 20h, acontecerão palestras com o Psicólogo Vilnei Varzin, com o tema fim dos tempos. Domingo, a partir das 10h, começa a celebração com culto, almoço, e váreas apresentações e comemorações ao longo do dia, encerrando com culto às 20h.

A JETV certamente marcará presença, e ainda vai botar a mão na massa: nas duas noites e na festa domingo, será vendido cachorro quente, cujo valor será destinado a ajudar os 5 jovens que viajarão para Teresina-PI em janeiro do ano que vem em um projeto missionário de um mês.

Bora fazer cachorro quente! E tá todo mundo convidado a vir nas programações e trazer muitos convidados!

Abraços!
Fiquem com Deus! =)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Apologia ao aborto ou a falta de uma vírgula?

Tire as suas próprias conclusões!

O poder de um boato

Uma charge muito interessante que mostra o poder arrasador de um boato (entenda-se "fofoca", em muitos casos). Pensem o que um boato ou uma fofoca pode causar à vida de alguém.
Ainda bem que isto não acontece em nossas igrejas!!! ;-)


Que papai abençoe a todos!
Missionário Adilson

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desafiando Gigantes (um outro final)

Taí um vídeo muito interessante que achei do Marcos Botelho comentando sobre o filme Desafiando Gigantes. Vale a pena conferir!



Abraço e bom feriado a todos!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A IGREJA PRIMITIVA - parte 5

Conceito do NT sobre a Igreja.

É interessante pesquisar vários conceitos de igreja no NT. A Bíblia refere-se aos primeiros cristãos como família e templo de Deus, como rebanho e noiva de Cristo, como sal, como fermento, como pescadores, como baluarte sustentador da verdade de Deus, de muitas outras maneiras. Pensava-se na igreja como uma comunidade mundial única de crentes, da qual cada congregação local era afloramento e amostra. Os primitivos escritores cristãos muitas vezes se referiam à igreja como o "corpo de Cristo" e o "novo Israel". Esses dois conceitos revelam muito da compreensão que os primitivos cristãos tinha da sua missão no mundo.

- O Corpo de Cristo:
Paulo descreve a igreja como "um só corpo em Cristo" (Rm 12.5) e "seu corpo" (Ef 1.23). Em outras palavras, a igreja encerra numa comunhão única de vida divina todos os que são unidos a Cristo pelo Espírito Santo mediante a fé. Esses participam da ressurreição (Rm 6.8), e são a um tempo chamados e capacitados para continuar seu ministério de servir e sofrer para abençoar a outros (1Co 12.14-26). Estão ligados numa comunidade que personifica o reino de Deus no mundo.
Pelo fato de estarem ligados a outros cristãos, essas pessoas entendiam que o que faziam com seus próprios corpos e capacidades era muito importante (Rm 12.1; 1Co 6.13-19; 2Co 5.10). Entendiam que as várias raças e classes tornam-se uma em Cristo (1Co 12.3; Ef 2.14-22), e deviam aceitar-se e amar-se uns aos outros de um modo que revelasse tal realidade.
Descrevendo a igreja com o corpo de Cristo, os primeiros cristãos acentuaram que Cristo era o cabeça da igreja (Ef 5.23). Ele orientava as ações da igreja e merecia todo o louvor que ela recebia. Todo o poder da igreja para adorar e servir era dom de Cristo.

- O Novo Israel: 
Os primitivos cristãos identificavam-se com Israel, povo escolhido de Deus. Acreditavam que a vinda e o ministério de Jesus cumpriram a promessa de Deus aos patriarcas (Mt 2.6; Lc 1.68; At 5.31), e sustentavam que Deus havia estabelecido uma Nova Aliança com os seguidores de Jesus (2Co 3.6; Hb 7.22, 9.15).
Deus, sustentavam eles, havia estabelecido seu novo Israel na base da salvação pessoal, e não em linhagem de família. Sua igreja era uma nação espiritual que transcendia a todas as heranças culturais e nacionais. Quem quer que depositasse fé na Nova Aliança de Deus, rendesse a vida a Cristo, tornava-se descendente espiritual de Abraão e, como tal, passava a fazer parte do "novo Israel" (Mt 8.11; Lc 13.28-30; Rm 4.9-25; Gl 3-4; Hb 11-12).

-Características Comuns: 
Algumas qualidades comuns emergem das muitas imagens da igreja que encontramos no NT. Todas elas mostram que a igreja existe porque Deus trouxe à existência. Cristo comissionou seus seguidores a levar avante a sua obra, e essa é a razão da existência da igreja.
As várias imagens que o NT apresenta da igreja acentuam que o Espírito Santo a dota de poder e determina a sua direção. Os membros da igreja participam de uma tarefa comum e de um destino comum sob a orientação do Espírito.
A igreja é uma entidade viva e ativa. Ela participa dos negócios deste mundo; demonstra o modo de vida que Deus tenciona para todas as pessoas, e proclamam a Palavra de Deus para a era presente. A unidade e a pureza espirituais da igreja estão em nítido contraste com a inimizade e a corrupção do mundo. É responsabilidade da igreja em todas as congregações particulares mediante as quais ela se torna visível, praticar a unidade, o amor e cuidado de um modo que mostre que Cristo vive verdadeiramente naqueles que são membros do seu corpo, de sorte que a vida deles é a vida de Cristo neles.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A IGREJA PRIMITIVA - parte 4

Padrões de Adoração.
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Não temos um quadro claro da adoração Cristã primitiva até 150 dC, quando Justino Mártir descreveu os cultos típicos de adoração. Sabemos que a igreja primitiva realizava seus serviços no domingo, o primeiro dia sa semana. Chamavam-no de "o Dia do Senhor" porque foi o dia em que Cristo ressurgiu dos mortos. Os primeiros cristãos reuniam-se no templo em Jerusalém, nas sinagogas, ou nos lares (At 2.46; 13.14-16; 20.7-8). Alguns estudiosos crêem que a referência aos ensino de Paulo na escola de Tirano (At 19.9) indica que os primitivos cristãos às vezes alugavam prédios de escola ou outras instalações. Não temos prova alguma de que os cristãos tenham construído instalações especial para seus cultos de adoração durante mais de um século após o tempo de Cristo. Onde os cristãos eram perseguidos, reuniam-se em lugares secretos como as catacumbas (túmulos subterrâneos) de Roma.
Crêem os eruditos que os primeiros cristãos adoravam nas noites de domingo, e que seu culto girava em torno da Ceia do Senhor. Mas nalgum ponto os cristãos começavam a manter dois cultos de adoração no domingo, conforme descreve Justino Mártir - um bem cedo de manhã e outro ao entardecer. As horas eram escolhidas por questão de segredo e para atender às pessoas trabalhadoras que não podiam comparecer aos cultos de adoração durante o dia.

- Ordem do Culto:
Geralmente o culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. O serviço improvisado de adoração dos cristãos no Dia de Pentecoste sugere um padrão de adoração que podia ter sido geralmente adotado. Primeiro, Pedro leu as Escrituras. Depois pregou um sermão que aplicou as Escrituras à situação presente dos adoradores (At 2.14-36). As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas, seguindo o exemplo do próprio Senhor. Os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação (1Co 14.26).

- A Ceia do Senhor:
Os primitivos cristãos tomavam a refeição simbólica da Ceia do Senhor para comemorar a Última Ceia, na qual Jesus e seus discípulos observaram a tradicional festa judaica da Páscoa. Os temas dos dois eventos eram os mesmo. Na Páscoa os judeus regozijavam-se porque Deus os havia libertado de seus inimigos e aguardavam com expectação o futuro como filhos de Deus. Na Ceia do Senhor, os cristãos celebravam o modo como Jesus os havia libertado do pecado e expressavam sua esperança pelo dia quando Cristo voltaria (1Co 11.26). A princípio, a Ceia do Senhor era uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava com oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.
Algumas pessoas conjeturavam que os cristãos estavam participando de um rito secreto quando observavam a Ceia do Senhor, e inventaram estranhas histórias a respeito desses cultos. O imperador Trajano proscreveu essas reuniões secretas por volta do ano 100 dC. Nesse tempo os cristãos começaram a observar a Ceia do Senhor durante o culto matutino de adoração, aberto ao público.

- Batismo:
O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no templo de Paulo (Ef 4.5). Contudo, os cristãos não foram os primeiros a celebrar o batismo. Os judeus batizavam seus convertidos gentios; algumas seitas judaicas praticavam o batismo como símbolo de purificação, e João Batista fez dele uma importante parte de seu ministério. O NT não diz se Jesus batizava regularmente seus convertidos, mas numa ocasião, pelo menos, antes da prisão de João, ele foi encontrado batizando. Em todo o caso, os primitivos cristãos eram batizados em nome de Jesus, seguindo o seu próprio exemplo (Mc 1.10; Gl 3.27).
Parece que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo de vários modos - como símbolo da morte de uma pessoa para o pecado (Rm 6.4; Gl 2.12), da purificação de pecados (At 22.16; Ef 5.26), e da nova vida em Cristo (At 2.41; Rm 6.3). De quando em quando toda a família de um novo convertido era batizada (At 10.48; 16.33; 1Co 1.16), o que pode significar o desejo da pessoa de consagrar a Cristo tudo quanto tinha.

- Calendário Eclesiástico:
O NT não apresenta evidência alguma de que a igreja primitiva observava quaisquer dias santos, a não ser sua adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1Co 16.2; Ap 1.10). Os cristãos não observam o domingo como dia de descanso até ao quarto século de nossa era, quando o imperador Constantino designou-o como um dia santo para todo o Império Romano. Os primitivos cristãos não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.
O historiador Eusébio diz-nos que os cristãos celebravam a Páscoa desde os tempos apostólicos; 1Co 5.6-8 talvez se refira a uma Páscoa cristã na mesma ocasião da Páscoa judaica. Por volta do ano 120 dC, a igreja de Roma mudou a celebração para o domingo após a Páscoa judaica enquanto a igreja Ortodoxa Oriental continuou a celebrá-la na Páscoa Judaica.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A IGREJA PRIMITIVA - parte 3

Atividades Missionárias.
Cristo havia estabelecido sua igreja na encruzilhada do mundo antigo. As rotas comerciais traziam mercadores e embaixadores através da Palestina, onde eles entravam em contato com o evangelho. Dessa maneira, no livro de Atos vemos a conversão de oficiais de Roma (At 10.1-48), da Etiópia ( At 8.26-40), e de outras terras.
Logo depois da morte de Estevão, a igreja deu início a uma atividade sistemática para levar o evangelho a outras nações. Pedro visitou as principais cidades da Palestina, pregando tanto a judeus como aos gentios. Outros foram para a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria. Ouvindo que o evangelho era bem recebido nessas regiões, a igreja de Jerusalém enviou a Barnabé para incentivar os novos cristãos em Antioquia (At 11.22-23). Barnabé, a seguir, foi para Tarso em busca do jovem convertido Saulo (Paulo) e o levou para a Antioquia, onde ensinaram na igreja durante um ano (At 11.26).
Um profeta por nome Ágabo predisse que o Império Romano sofreria uma grande fome sob o governo do Imperador Cláudio. Herodes Agripa estava perseguindo a igreja em Jerusalém; Ele já havia executado a Tiago, irmão de João, e tinha lançado Pedro na prisão (At 12.1-4). Assim os cristãos de Antioquia coletaram dinheiro para enviar a seus amigos em Jerusalém, e despacharam Barnabé e Paulo com o socorro. Os dois voltaram de Jerusalém levando um jovem chamado João Marcos (At 12.25). Por esta ocasião, diversos evangelistas haviam surgido no seio da igreja de Antioquia, de modo que a congregação enviou Barnabé e Paulo numa viagem missionária à Ásia Menor (At 13-14). Esta foi a primeira de três grandes viagens missionárias que Paulo fez para levar o evangelho aos recantos longínquos do Império Romano.
Os primeiros missionários cristãos concentraram seus ensinos na Pessoa e obra de Jesus Cristo. Declararam que ele era o servo impecável e Filho de Deus que havia dado sua vida para expiar os pecados de todas as pessoas que depositavam sua confiança nele (Rm 5.8-10). Ele era aquele a quem Deus ressuscitou dos mortos para derrotar o poder do pecado (Rm 4.24-25; 1Co 15.17).

Governo Eclesiástico.
A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos à medida que surgiam - geralmente de um modo muito informal.
Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas às igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O NT não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo Espírito Santo (At 20.28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14.23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes pra o ministério. Alguns ministros chamados evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa "homens que manuseiam o evangelho". Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
Algumas cartas do NT referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um bocado confuso, visto que esses "bispos" não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20.28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1.5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.
Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o ES concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (1Co 12.28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.
A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20.28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, "que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2.15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o corpo de Cristo (Ef 1.23), que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Cristo voltaria para o seu povo, a "noiva" de Cristo (Ap 21.2; 22.17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A IGREJA PRIMITIVA - parte 2

A Comunidade de Jerusalém.
Os primeiros cristãos formavam uma comunidade estreitamente unida em Jerusalém após o dia de Pentecoste. Esperavam que Cristo voltasse muito em breve.
Os cristãos de Jerusalém repartiam todos os seus bens materiais (At 2.44-45). Muitos vendiam suas propriedades e davam à igreja o produto da venda, a qual distribuía esses recursos entre o grupo ( At 4.34-35).
Os cristãos de Jerusalém ainda iam ao templo para orar (At 2.46), mas começaram a partilhar a Ceia do Senhor em seus próprios lares (At 2.42-46). Esta refeição simbólica trazia-lhes à mente sua nova aliança com Deus, a qual Jesus havia feito sacrificando seu próprio corpo e sangue.
Deus operava milagres de cura por intermédio desses primeiros cristãos. Pessoas enfermas reuniam-se no templo de sorte que os apóstolo pudessem tocá-las em seu caminho para a oração (At 5.12-16). Esses milagres convenceram muitos de que os cristãos estavam verdadeiramente servindo a Deus. As autoridades do templo, num esforço por suprimir o interesse das pessoas na nova religião, prenderam os apóstolos. Mas Deus enviou um anjo para libertá-los (At 5.17-20), o que provocou mais excitação.
A igreja crescia com tanta rapidez que os apóstolos tiveram de nomear sete homens para distribuir víveres às viúvas necessitadas. O dirigente desses homens era Estevão, "homem cheio de fé e do Espírito Santo" (At 6.5). Aqui vemos o começo do governo eclesiástico. Os apóstolos tiveram de delegar alguns de seus deveres a outros dirigentes. À medida que o tempo passava, os ofícios da igreja foram dispostos numa estrutura um tanto complexa.

O Assassínio de Estevão.
Certo dia um grupo de judeus apoderou-se de Estevão e, acusando-o de blasfêmia, o levou à presença do conselho do sumo sacerdote. Estevão fez uma eloqüente defesa da fé cristã, explicando como Jesus cumpriu as antigas profecias referentes ao Messias que libertaria seu povo da escravidão do pecado. Ele denunciou os judeus como "traidores e assassinos" do filho de Deus (At 7.52). Erguendo os olhos para o céu, ele exclamou que via a Jesus em pé à destra de Deus ( At 7.55). Isso enfureceu os judeus, que o levaram para fora da cidade e o apedrejaram (At 7.58-60).
Esse fato deu início a uma onde de perseguição que levou muitos cristãos a abandonarem Jerusalém (At 8.1). Alguns desses cristãos estabeleceram-se entre os gentios de Samaria, onde fizeram muitos convertidos (At 8.5-8). Estabeleceram congregações em diversas cidades gentias, como Antioquia da Síria. A princípio os cristãos hesitavam em receber os gentios na igreja, porque eles viam a igreja como um cumprimento da profecia judaica. Não obstante, Cristo havia instruído seus seguidores a fazer "discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Assim, a conversão dos gentios foi "tão-somente o cumprimento da comissão do Senhor, e o resultado natural de tudo o que havia acontecido..." (Gwatkin,Early Church History, p. 56). Por conseguinte, o assassínio de Estevão deu início a uma era de rápida expansão da igreja.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A IGREJA PRIMITIVA

A palavra igreja vem do grego ekklesia, que tem origem em kaleo ("chamo ou convosco"). Na literatura secular, ekklesia referia-se a uma assembléia de pessoas, mas no Novo Testamento (NT) a palavra tem sentido mais especializado. A literatura secular podia usar a apalavra ekklesia para denotar um levante, um comício, uma orgia ou uma reunião para qualquer outra finalidade. Mas o NT emprega ekklesia com referência à reunião de crentes cristãos para adorar a Cristo.

Que é a igreja? Que pessoas constituem esta "reunião"? Que é que Paulo pretende dizer quando chama a igreja de "corpo de Cristo"?

Para responder plenamente a essas perguntas, precisamos entender o contexto social e histórico da igreja do NT. A igreja primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraicas e helenística.

Fundada a Igreja

Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus deu instruções finais aos discípulos e ascendeu ao céu (At 1.1-11). Os discípulos voltaram a Jerusalém e se recolheram durante alguns dias para jejum e oração, aguardando o Espírito Santo, o qual Jesus disse que viria. Cerca de 120 pessoas seguidores de Jesus aguardavam.

Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia de Pentecoste, um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferente da sua conforme o Espírito Santo os capacitava. Os visitantes estrangeiros ficaram surpresos ao ouvir os discípulo falando em suas próprias línguas. Alguns zombaram, dizendo que deviam estar embriagados (At 2.13).

Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do Espírito Santo predito pelos profetas do Antigo Testamento (AT) (At 2.16-21; Jl 2.28-32). Alguns dos observadores estrangeiros perguntaram o que deviam fazer para receber o Espírito Santo. Pedro disse: " Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo " (At 2.38). Cerca de 3 mil pessoas aceitaram a Cristo como seu Salvador naquele dia (Atos 2.41).

Durante alguns anos Jerusalém foi o centro da igreja. Muitos judeus acreditavam que os seguidores de Jesus eram apenas outra seita do judaísmo. Suspeitavam que os cristãos estavam tentando começar um nova "religião de mistério" em torno de Jesus de Nazaré.

É verdade que muitos dos cristãos primitivos continuaram a cultuar no templo (At 3.1) e alguns insistiam em que os convertidos gentios deviam ser circuncidados (At 15). Mas os dirigentes judeus logo perceberam que os cristãos eram mais do que uma seita. Jesus havia dito aos judeus que Deus faria uma Nova Aliança com aqueles que lhe fossem fiéis (Mt 16.18); ele havia selado esta aliança com seu próprio sangue (Lc 22.20). De modo que os cristãos primitivos proclamavam com ousadia haverem herdados os privilégios que Israel conhecera outrora. Não eram simplesmente uma parte de Israel - eram o novo Israel (Ap 3.12; 21.2; Mt 26.28; Hb 8.8; 9.15). "Os líderes judeus tinham um medo de arrepiar, porque este novo e estranho ensino não era um judaísmo estreito, mas fundia o privilégio de Israel na alta revelação de um só Pai de todos os homens." (Henry Melvill Gwatkin, Early Church History, pag 18).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

JEJUM - Como jejuar?

Já dissemos que jejuar é muito mais que abster-se de alimentos. O Antigo Testamento define-o como "afligir a alma" (Is 58.3). Desse modo, para que o jejum tenha algum valor perante Deus, é necessário que tenha um objetivo espiritual específico.

Quanto à maneira correta de jejuar, atente para as seguintes recomendações práticas, algumas extraídas do ensino do próprio Senhor Jesus.

1. Determine previamente o tempo de duração do jejum. Não é bom iniciá-lo sem a decisão prévia quanto ao tempo de duração. Para o crente que não tem o costume de jejuar, o melhor é começá-lo em espaços menores, e aumentar o tempo de duração à medida que tenha experiência no jejum.

2. Comece abstendo-se de alimentos apenas sólidos. Já mostramos o risco do corpo permanecer por muito tempo sem ingerir líquidos, principalmente nas primeiras experiências do jejum. Porém, à medida que você adquire o hábito de jejuar, deve abster-se de líquido também.

3. Planeje algum tempo de oração durante o jejum. Como dificilmente podemos nos dar à meditação e à oração enquanto trabalhamos, seria pouco recomendável jejuar durante o exercício de nossas atividades diárias. Jejum e oração estão interligados.

4. Dê lugar ao arrependimento no seu coração. Em Davi temos o exemplo dum homem humilde dian te de Deus. Ele mesmo diz: "Chorei, em jejum está a minha alma, e isso se me tornou em afrontas" (SI 69.10). O jejum que não torna o nosso coração manso e humilde, acessível ao arrependimento, tem menos valor que uma greve de fome.

5. Escolha alguns versículos bíblicos para meditação. Dentre outros, o jejum tem a propriedade de aprofundar a meditação. Portanto, nada melhor para meditar do que na Palavra de Deus. Devemos meditar nos versículos que se tornam ponto de apoio para nossas petições durante o jejum.

6. Jejue com um propósito específico. Ester e as suas companheiras jejuaram para que os filhos de Israel fossem poupados da tirania de Hamã (Et 4.16,17). Jesus jejuou 40 dias e 40 noites com o propósito de vencer o adversário e inaugurar o seu ministério terreno de forma triunfal (Lc 4.1-21). De igual modo nós devemos ter um propósito especificamente em mente ao tomarmos a decisão de jejuar.

7. Jejue com uma atitude de perdão. Ira, amargura, ciúme, discórdia e medo - se estiverem dentro de nós, aflorarão durante o jejum. A princípio racionalizaremos que a ira é devido à fome; depois descobriremos que estamos irados por causa do espírito de ira e a ausência duma atitude de perdão, que há dentro de nós.

8. Jejue, não como os hipócritas (Mt 6.16). Como jejuam os hipócritas? Nos dias de Jesus eles o praticavam contristados, com rostos desfigurados, como forma de dar a entender aos homens que jejuavam. Uma prática frequente dos fariseus era jejuar nas segundas e quintas-feiras, porque estes eram os dias de merca-do e assim haveria maior audiência para ver e admirar a piedade deles.

9. Jejue divorciado da falsa piedade (Mt 6.17,18). Ao contrário dos fariseus hipócritas que revestidos duma piedade superficial jejuavam para chamar a atenção dos homens, Jesus recomenda-nos: "Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto. Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará" (Mt 6.17,18).

Embora os aspectos físicos do jejum deixem-nos tantas vezes curiosos, jamais devemos nos esquecer de que a principal obra do jejum bíblico está no reino espiritual.

sábado, 25 de setembro de 2010

JEJUM - Por que jejuar?

O jejum distingue-se da greve de fome, cujo propósito é adquirir poder político ou atrair a atenção para uma boa causa. Distingue-se também da dieta de saúde, que acentua a abstinência de alimento para propósitos físicos e não espirituais.

1. Devemos jejuar pela nossa nação. É público e notório que a nossa pátria vive uma crise política, social e espiritual sem precedente. Os meios de comunicação de massa transformam os lares brasileiros em verdadeiras lixeiras, com suas programações recheadas pelo feiticismo, espiritismo e demais formas de ocultismo, que têm feito do Brasil um centro de ação das forças do Inferno. Urge, pois, jejuarmos e orarmos a Deus e pedir que Ele sare a nossa nação (2 Cr 7.14).

Quando um número suficiente de pessoas entende corretamente do que se trata, as convocações nacionais à oração e jejum podem ter resultados benéficos. Em 1756 o rei da Inglaterra convocou um dia solene de oração e jejum por causa da ameaça de invasão por parte dos franceses. João Wesley registrou este fato em seu diário, no dia 6 de fevereiro: "O dia de jejum foi um dia glorioso, tal como Londres raramente tem visto desde a Restauração. Cada igreja na cidade estava mais do que lotada, e uma solene gravidade estampa-se em cada rosto. Certamente Deus ouve a oração, e haverá um alongamento da nossa tranquilidade".

Em uma nota ao pé da página, Wesley escreveu: "A humildade transformou-se em regozijo nacional e a ameaça da invasão francesa foi impedida".

2. Devemos jejuar pelos nossos próprios problemas. Certamente a Igreja no Brasil perdeu muito da força do seu testemunho. A sua presença hoje quase não é notada como uma influência positiva junto à comunidade da qual é parte. É o sal que perde o seu sabor e é pisado pêlos homens (Mt 5.13). Por que isso acontece? Devido à ausência do poder espiritual na vida do cristão como indivíduo.

Deveríamos agir como Daniel que, quando se achava diante de obstáculos espirituais aparentemente intransponíveis, jejuava e orava (Dn 10.2,3). Por isso o Senhor atendia-lhe a petição (Dn 10.12).

O jejum disciplina o corpo e torna-o um instrumento útil para Deus e seu serviço na Terra (l Co 9.27). Quando jejuamos, afirmamos que o estômago não é o nosso deus (Fp 3.19).

3. Devemos jejuar em tempos de aflição. Israel fez isso muitas vezes. Jejuou face a uma iminente guerra com os benjamitas (Jz 20.26), bem como antes duma terrível batalha contra os filisteus (l Sm 7.6). Na sua aflição, quando em busca de um filho, Ana "chorava e não comia" (l Sm 1.7). Davi demonstrou a sua intensa dor face à trágica morte de Abner, pelo jejum (2 Sm 3.32-35).

Evitemos jejuar na aflição apenas como forma de dar atestado de compaixão por nós mesmos. O mérito do jejum em período de grande aflição consiste em que ele fere de morte o ego, torna a nossa oração mais eficaz e aciona o livramento divino.

4. Devemos jejuar antes de tomarmos grandes decisões. Antes de começar o seu ministério público, Jesus jejuou 40 dias e 40 noites (Mt 4.2). O envio de Saulo e Barnabé como missionários da igreja em Antioquia, foi precedido dum período de jejum e oração (At 13.2).

Quando jejuamos antes de tomarmos grandes decisões, testificamos das nossas limitações pessoais, bem como demonstramos a nossa firme decisão de confiar nas possibilidades e promessas de Deus. Esta é uma forma humilde e dependente de chamar o Senhor a intervir em nosso favor.

5. Devemos jejuar na esperança da vinda de Cristo. Face à pergunta dos discípulos de João Batista: "Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?", Jesus respondeu: "Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhe será tirado o esposo e então jejuarão" (Mt 9.14,15). Noutras palavras: enquanto Jesus estivesse com os seus discípulos, era compreensível que eles não jejuassem; porém, tão logo Ele (o esposo) voltasse ao Céu, os seus discípulos jejuariam.

A mais natural interpretação dos dias em que os discípulos de Jesus jejuariam é a presente época da Igreja, especialmente à luz de sua intrincada conexão com a afirmativa de Cristo sobre os novos odres do Reino de Deus, que vem logo em seguida (Mt 9.16-18). Arthur Willis argumenta que Cristo se refere ao momento presente da Igreja, e não apenas ao período de três dias antes de sua morte e ressurreição. Ele conclui seu argumento com estas palavras: "Somos, portanto, compelidos a relacionar os dias de sua ausência com o período desta época, desde o tem-po em que Ele ascendeu ao Pai até que volte do Céu. Foi assim, evidentemente, que os apóstolos entenderam suas palavras, pois somente após a sua ascensão ao Pai é que lemos que eles jejuaram (At 13.2,3). Antes do Noivo deixar a Igreja, Ele prometeu que voltaria de novo para recebê-la. Ela ainda aguarda o grito da meia-noite: 'Eis o noivo! Saí ao seu encontro' (Mt 25.6). Esta época da Igreja foi que nosso Mestre se referiu quando disse: 'e nesses dias hão de jejuar'. O tempo é agora!"

Contemporâneos dessa ausência física temporária do Esposo, devemos jejuar na esperança e na expectativa de sua manifestação triunfal, orando ansiosamente: "Vem depressa, amado meu..." (Ct 8.14). "O Espírito e a esposa dizem: Vem..." (Ap 22.17).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

JEJUM - Duração e perigos do Jejum

A DURAÇÃO DO JEJUM

1. Na maioria das vezes, o jejum bíblico durava apenas um dia. Ia de um pôr-do-sol a outro. Isto é, a pessoa não comia algo desde o anoitecer até o fim da tarde do dia seguinte. Só então ela podia ingerir algum tipo de alimento (Jz 20.26; l Sm 14.24; 2 Sm 1.12; 3.35). Apenas Moisés, Elias e o Senhor Jesus são indicados na Bíblia como os que jejuaram 40 dias seguidos.

2. Independentemente de qualquer determinação normativa quanto à duração do jejum, o interessante é que cada um busque a orientação divina neste sentido.

OS PERIGOS DO JEJUM

Talvez lhe cause estranheza a afirmação de que existem alguns perigos na prática indiscriminada do jejum. Talvez seja por isso que a Bíblia não tenha um mandamento explícito com respeito à melhor ocasião para o jejum e a duração dele. Dentre os principais perigos que cercam a sua prática, destacam-se os seguintes:

1. Perigos de natureza física, quando praticado abusivamente e sem orientação específica.
2. Jejum sem oração é mera privação de alimento, e não terá qualquer valor perante Deus.
3. Um dos grandes perigos do jejum é o problema da hipocrisia que às vezes cerca essa questão (Mt 6.16; Lc 18.12).
4. O legalismo é outro grande perigo relacionado com o jejum.

• A credibilidade do jejum não está na abstinência pura e simples de alimentos, mas na sinceridade da pessoa que manifesta sua fé, ao privar-se de alimentos. O fato de algumas pessoas o praticarem apenas por legalismo, não invalida o jejum. Quando alguém crê que Deus será louvado pela consagração de seu corpo pelo tempo passado em oração e pela abstinência de alimentos, seu jejum torna-se um ato de fé.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

JEJUM - O ensino Bíblico sobre o Jejum e Tipos de Jejum Bíblico

O Ensino Bíblico sobre o Jejum


1. Muitas das pessoas mencionadas na Bíblia jejuaram. Dentre essas, destacam-se Moisés (Êx 34.28), Ana (l Sm 1.7), Davi (2 Sm 1.12; 12.22), a nação de Israel (Lv 23.27), Jesus (Mt 4.2), os discípulos de João Batista (Mc 2.18; Lc 5.33), Paulo (At 9.9) e tantos outros.

2. Por toda a história da Igreja, grandes homens de Deus buscaram seu poder e bênção através do jejum. Dentre esses, destacam-se Lutero, Calvino, João Knox, João Wesley, João Nelson Hyde, João Bunyan, Daniel Berg e Gunnar Vingren. Jonathan Edwards jejuou 24 horas antes de pregar o seu famoso sermão Pecadores nas mãos de um Deus irado, cuja influência é sentida ainda hoje.

3. Carlos Finney, famoso evangelista americano do começo do séc. XVIII, muitas vezes interrompia os cultos de avivamentos quando percebia que os seus ouvintes se mostravam indiferentes à sua pregação, e imediatamente proclamava um período de jejum e oração. Quando notava que Deus começava a despertar os corações, reiniciava as suas reuniões.

Tipos de Jejum Bíblico

De acordo com o estudo das Escrituras, existem pelo menos três tipos de jejum: o típico, o completo e o parcial.

1. O jejum típico. Não implica em abstinência de líquidos, mas apenas de alimentos sólidos. Após o jejum de 40 dias e 40 noites no deserto, lemos que Jesus "teve fome" (Mt 4.2). Como seria fisicamente impossível uma pessoa normal jejuar por tanto tempo sem ingerir líquidos, grande número de estudiosos da Bíblia acredita que Jesus bebeu água; absteve-se apenas de alimento sólido.

2. O jejum completo. Também chamado de jejum absoluto, consiste na abstinência de alimento sólido e líquido (At 9.9). Deve ser praticado cercado de cautela, e não pode ser muito prolongado, devido aos riscos para a saúde.

3. O jejum parcial. É caracterizado pelo que se come e pela frequência com que se ingere. Em primeiro lugar, o jejum parcial significa abster-se de certos alimentos. Alguns estudiosos das Escrituras interpretam a atitude de Daniel de não comer do manjar do rei (Dn 1), como jejum parcial. Em segundo lugar, implica em abster-se de certos alimentos durante um período de tempo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

JEJUAR, JEJUM - Definição e textos bíblicos relacionados

Jejum, jejuar - Abstinência parcial ou total de alimentos.









Em Mispa, jejuaram aquele dia, 1 Sm 7.6.
Jejuou Davi e passou a noite prostrado em terra, 2 Sm 12.16.
Apregoai um jejum, l Rs 21.9.
E se pôs a buscar o Senhor; e apregoou jejum em todo Israel, 2 Cr 20.3.
Apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, Ed 8.21.
Ajuntaram-se os filhos de Israel com jejum e pano de saco, Ne 9.1.
Ajunta a todos e jejuai por mim, Et 4.16.
Eu afligia a minha alma com jejum, SI 35.13.
Chorei, em jejum está a minha alma, SI 69.10.
De tanto jejuar os joelhos me vacilam, SI 109.24.
Por que jejuamos nós e tu não atentas, Is 58.3.
Jejuais para contendas e rixas, Is 58.4.
Quando jejuarem, não ouvirei, Jr 14.12.
Na casa do Senhor, no dia de jejum, Jr 36.6.
Dario passou a noite em jejum, Dn 6.18.
Buscar com oração e súplicas, com Jejum, Dn 9.3.
Promulgai um santo jejum, J l 1.14. 2.15.
Convertei-vos com jejuns, com choro, Jl 2.12.
Os ninivitas proclamaram um jejum, Jn 3.5.
Quando jejuastes e pranteastes, acaso foi para mim que jejuastes, Zc 7.5.
O jejum será com regozijo e alegria, Zc 8.19.
Depois de jejuar quarenta dias, teve fome, Mt 4.2.
Quando jejuardes, não vos mostreis contristados, Mt 6.16.
Dias virão em que lhes serão tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar, Mt 9.15.
Esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum, Mt 17.21.
Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando, Mc 2.18.
Adorava noite e dia em jejuns e orações, Lc 2.37.
Jejuo duas vezes por semana, Lc 18.12.
Servindo eles ao Senhor, e jejuando, At 13.2.
Jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos, At 13.3.
Depois de orar com jejuns, os encomendaram, At 14.23.
Passado o tempo do jejum, At 27.9.
Nas vigílias, nos jejuns, 2 Co 6.5.
Em jejuns muitas vezes, 2 Co 11.27.


Fonte: Pequena Enciclopédia Bíblica. Orlando Boyer, Ed. Vida, página 344

domingo, 12 de setembro de 2010

Pastor ocupado?

Parece que o ativismo excessivo na igreja de hoje em dia está agora sendo incentivado e alimentado. É só abrir a foto que você vai saber do que se trata!



"Você é um pastor ocupado? Site com excelente arquivo de sermões!"

Caramba, galera. Se minhas tarefas, meus momentos de lazer ou mesmo meu ministério não permitem a mim me ocupar da palavra de Deus, é melhor repensar minha agenda, "se não eu vou pelo vento e perco o meu tempo caindo em perigo".

Abençoada semana
Juliano

(E aí, Adílson... já baixou alguma pregação desse site? Hehe)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Video - Carta de Amor de Deus




Hoje em dia a net tá cheia de "mensaginhas gospel" do tipo power-point, vídeos, correntes, e por aí vai...
Não gosto de ficar reenviando nada disso por e-mail e muito menos nos meus blogs, mas este video me cativou de maneira muito especial e por isso quero compartilhar ele com vocês! Vale a pena ser assistido!

Que Papai abençoe a todos
Missionário Adilson

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Enquete gospel

E parece que o nosso amigo, o Cristãozinho atacou novamente!
Haha, sem comentários!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Atmosfera Controlada

A galera que crê em Jesus em Pelotas tem um motivo de alegria bem especial a comemorar, pois está surgindo uma banda que faz música de qualidade e não se omite em compartilhar sua fé em letras profundas e desafiantes.

A Atmosfera Controlada é uma banda formada em 2008 numa baita parceria de guris do Sítio Floresta, Três Vendas e Areal, e apresenta músicas cheias de energia, vibração e tudo que tem um bom Rock'n'Roll, sem deixar a desejar em nenhum momento nas letras, que são muito verdadeiras e transparentes, expressão da esperança e fé presente na vida destes 5 guris. Eu tenho acompanhado os ensaios de perto e posso dizer que o que estamos vendo nascer aqui é muito mais que uma banda, são irmãos que se amam e sentem muito prazer em estarem juntos fazendo o que fazem, e sabem que, muito mais que música, o negócio deles é testemunhar!

Após um bom tempo de estúdio, que serviu para o amadurecimento e entrosamento, vem aí o primeiro EP da Atmosfera, com suas três primeiras músicas: Escavo do Acaso, Onde Quer Chegar? e Seus Pés. O lançamento do primeiro albúm tem previsão para 2011.

Vale à pena conferir o trabalho deles. Quem quer conhecer as músicas que farão parte deste EP pode conferir no PalcoMp3 da banda: www.palcomp3.com/atmosfera
E que Deus abençoe essa gurizada,
Juliano

sábado, 17 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 8)

Textos Bíblicos em Favor do Livre-Arbítrio

Calvinistas e Aminianistas concordam que antes da queda, Adão e Eva possuíam o livre-arbítrio (Gênesis 2:16,17; 3:13). A discordância entre essas duas correntes de pensamento está se depois da queda, o ser humano possui ou não liberdade de escolha. Diversos textos bíblicos provam que o ser humano possui a liberdade de escolha mesmo depois da queda. A Bíblia deixa claro que o homem possui certa “liberdade” de escolha, mas não específica o quanto o homem tem de livre-arbítrio. Diante do quadro de corrupção, depravação e morte espiritual que vimos no começo deste capítulo, podemos entender perfeitamente que o ser humano não possui total livre-arbítrio. Devido à queda no pecado, a liberdade humana foi limitada por pecados, circunstâncias, sentimentos, tentações, desejos intensos, preconceitos, barreiras psico-culturais, mundanismo etc. Por isto, o ser humano só tem liberdade para o mal. Antes de uma análise mais profunda sobre esse assunto, vejamos alguns textos bíblicos que falam sobre o livre-arbítrio humano:

Deuteronômio 30:15, 19, 20: “Vê que proponho hoje a vida e o bem, a morte e o mal... escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz...”.

Josué 24:15: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais...”.

1º Reis 18:21: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?”

Isaías 1:19, 20:Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do Senhor o disse”.

Isaías 28:12: “ao qual disse: Este é o descanso, daí descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir”.

Isaías 30:15: Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança a vossa força, mas não o quisestes”.

Isaías 55:7:Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos...”.

Jeremias 7:23: “Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus...”.

Mateus 23:37: “Jerusalém, Jerusalém! que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”

Mateus 25:45: “Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes pequeninos, a mim o deixastes de fazer”.

Marcos 9:47: “E se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois, seres lançado no inferno...”.

Lucas 12:57: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”

João 3:36: “Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”.

João 6: 37:O que vem a mim não o lançarei fora...”.

Romanos 1:18: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça...”.

Romanos 6:16: “... desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça”.

Romanos 14:12: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”.

2ª Coríntios 4:3, 4: “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

2ª Coríntios 5:10: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”.

Efésios 4:18: “...obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza de seus corações”.

2ª Tessalonicenses 1:8: “...em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo”.

2ª Tessalonicenses 2:10, 12: “ ...não acolheram o amor da verdade para serem salvos”. “...a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça”.

2ª Pedro 3:5:Porque deliberadamente [por sua própria vontade] esquecem [o que Deus disse]”. O conteúdo entre colchetes é nosso.

Apocalipse 3:20: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém abrir...”.

De acordo com esses versículos, o homem só consegue fazer escolhas quando Deus se manifesta a ele e lhe propõe o bem e o mal. Sendo assim, o ser humano só pode escolher a Cristo se Deus tomar a iniciativa de se revelar a ele. Do contrário, o homem sem Deus continuará morto eternamente indo de mal a pior. É como disse Cosserley: “...Ele [Deus] não pode ser descoberto pela procura e investigação da mente humana ...Ele só pode ser conhecido se Ele antes tomar a iniciativa de Se revelar a si mesmo”.

César Francisco Raymundo - Revista Cristã Ultima Chamada

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 7)

Eu sou um escolhido?
A irrefutabilidade do livre-arbítrio

Qualquer pessoa que crê em Jesus torna-se um dos escolhidos de Deus, pois somos eleitos em Cristo (Ef 1.4). Em Mateus 22.1-14, vemos que todos os convidados foram “chamados”; porém “escolhidos” foram os que aceitaram o convite do rei. No versículo 14, a expressão “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” revela, portanto, que das multidões que ouvem o evangelho apenas uma pequena parte crê em Cristo e o segue.

Deus elegeu a si um povo chamado Igreja, e não indivíduos, isoladamente. Somos predestinados porque somos parte da Igreja de Deus; não somos parte da Igreja porque fomos antes, individualmente, predestinados. Se, na Igreja, como Corpo de Cristo, alguém individualmente se desvia, e não volta, a eleição da Igreja não se altera.

De igual modo foi a eleição de Israel. O Senhor elegeu aquele povo para si; não indivíduos de per si. É tanto que milhares de israelitas se desviaram, porém a eleição de Israel, como povo, prosseguiu.

A livre-escolha do homem é uma realidade incontestável. A Bíblia acentua a cada passo a responsabilidade do homem no tocante à sua salvação. Deus oferece a salvação e, mediante o seu Espírito, convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. O homem aceita a salvação ou rejeita-a (Is 1.19,20; Js 24.15; Dt 30.19; Jo 1.11,12; 3.15,16,19; Ap 22.17; Lc 13.34; At 7.51; 1 Rs 18.21; 1 Tm 4.1; 2 Cr 15.2; Mc 16.16; Hb 2.3; 3.12; 12.25).

Não existe graça irresistível. O homem através dos tempos tem resistido a Deus, por suas incredulidade e rebeldia (At 7.51; 1 Ts 5.19; Pv 1.23-30; Mt 23.37; 2 Pe 2.21; Hb 6.6,7; Tg 5.19). A ação do Espírito Santo no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória (2 Co 5.11).

Ciro Sanches Zibordi

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 6)

EXPLICAÇÃO BÍBLICA.

Muitos evangélicos que aceitam literalmente a interpretação das escrituras, têm encontrado melhor entendimento rejeitando o extremismo tanto do Calvinismo quanto do Arminianismo. Ambos têm caído na armadilha preparada pelo conhecimento do homem, que tenta explicar e sistematizar cada ato de Deus. Deus claramente não disse tudo ao homem a seu respeito, nem tão pouco "porque" de tudo que Ele tem feito. Mas o que ele tem revelado, devemos crer, confiar, aceitar e viver. (Dt 29.29)

Deus fez a salvação tão simples e clara que mesmo uma pequena criança pode crer e ser salva e ser uma testemunha a outros. Qual é o valor de gastar o tempo em incontáveis horas calculando sistemas teológicos segunda a imaginação de tudo o que Deus tem feito?

A Bíblia diz que você pode conhecer a arvore pelo fruto. Isto é bem aplicado aqui. Qual tem sido o fruto do Calvinismo e do Arminianismo?

Em minha opinião, ambos tem levado a falso ensino. Uma resposta dos que se apoiam na doutrina de eleição é atacar por julgamento aos que diferem de seus ponto de vista. Gordon Clark critica aos que diferem dos calvinistas, concluindo que eles não são estudante da Bíblia e não estão interessados em doutrina. É um julgamento insensato.

Paulo disse em 2 Tim. 3.16-17: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra". Porque, alguém poderia perguntar, alguns grupos têm tanta fixação em doutrinas de eleição e predestinação? C. D. Cole, faz duro julgamento aos que não aceitam o calvinismo. "Ah, o real problema em objetar não é a predestinação, é algo mais: Seus problemas são a total depravação ou a inabilidade do homem em fazer o bem."

John MacArthur acusa objetores do calvinismo, sendo como orgulho.

Kenneth Good disse: "É lamentoso que emoção e confusão parece reinar nas discussões de Calvinismo versus Arminianismo. Consideravelmente mais calor que luz está sendo gerado pela energia presente.

Em minha opinião ambos tem levado posições extremadas, e igualmente não tem provado seus sistemas para serem completamente Bíblicos. Ambos contem verdade, mas vão além do que Deus faz. Eu não acho que isto pode ser totalmente entendido por nenhum homem. Tenho sido estudante da Bíblia desde que fui salvo em 1972 aos 30 anos de idade. Com gratidão, agradeço aos que me fizeram pensar e aceitar a Bíblia como a maior autoridade em minha fé e prática. A bíblia é autoridade, e não sistema teológico para o homem.

Não tenho orgulho por ser salvo, mas temor e respeito pela verdade de que o Senhor Jesus morreu na cruz do calvário pelos meus pecados. Estou profundamente grato, pois Deus amou tanto este cego pecador! E eu rejeito totalmente a idéia de que recebi a salvação por meus méritos! Eu era, como disse o Senhor, um pecador, cedido ao pecado, um filho do pecado, sem razão própria. Foi salvo pelo ato de soberania de nosso amoroso Deus, que veio a terra, se tornou homem e pagou totalmente meus pecados. Eu não merecia a salvação e estava totalmente entregue a minha natureza pecadora. Eu, absolutamente não tinha nenhuma partícula de divindade em mim. Mas Jesus me amou, Ele sofreu por mim enquanto eu ainda estava em meus pecados. Ele providenciou um meio e uma maneira para a minha salvação.

O homem não pode se orgulhar ou tomar nenhum mérito em parte de sua salvação."Pela graça sois salvos, através da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não vem das obras para que ninguém se glorie". (Ef 2.8-9).

O homem não pode ganhar a salvação por boas obras. "Mas, aquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." (Rm 4.5).

O homem não possui nenhum mérito, nem bondade em si para basear a sua salvação. "Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (Rm 5.8).

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm 3.23).

Muitos na história tem caído em armadilha por ir além das Escrituras, vão com a razão humana tentar explicar e sistematizar as ações de Deus. O resultado de tal racionalização é que em muitos casos, caem em extremismos. É um extremismo afirmar que Deus predestinou alguns homens a serem condenados e não oferecê-los salvação. E igualmente uma extrema afirmação dizer que o homem ganha a salvação por mérito.

Cada perspectiva que procura violar ensinos Bíblicos, não podem ser verdade. Em minha posição pessoal, rejeito os extremos tanto dos Calvinistas quanto os Arminius, e não uso nenhum deles para identificar minha posição que é na Bíblia.

Explanação Bíblica por Cooper P. Abrams, III

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 5)

A Bíblia manda ao homem crer.

As escrituras nos falam que o homem deve crer em Jesus Cristo, para receber a salvação. Literalmente há centenas de Escrituras que ensinam o homem que deve crer, confiar e ter fé em Deus.


• Porque Deus deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16) 
• Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do Judeu e também do grego. (Rm 1.16) 
• Sendo justificado pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. (Rm 5.1). 
• Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós é dom de Deus.(Ef 2.8). 
• Visto como na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus, pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. (1 Co 1.21). 

O homem deve crer para receber de Deus o presente da salvação. Crer é um ato da vontade do homem . Exercer a sua vontade e crer no que Deus tem dito, o homem não tem nada o que contar vantagem ou gabar-se. O ato da expiação dos pecados foi feito por Jesus, não pelo homem. Esta oferta de expiação não foi feita porque você merece, ou porque você ganhou, mas porque Ele se dispôs, quis que você tivesse a salvação. Poderia você conseguir um presente e depois mudar a situação dizendo que você merecia? É quase certo que não. A pessoa que oferece o presente é que determina a si mesma a quem dá o presente, e não a quem recebe.

O calvinista está certo em dizer que a salvação é um ato de soberania de Deus. Mas está errado em concluir que recebendo a Cristo, de algum modo é mérito de salvação. O extremo ponto de vista dos calvinistas está errado quando tira do homem a responsabilidade de receber a Cristo, atestando que Deus decretou alguns para ser salvos e outros para a perdição. Deus comanda a todo homem a crer e receber a Jesus Cristo. O homem não pode exercitar sua vontade fora do limite estabelecido por Deus. É um ato de Sua vontade (de Deus) possibilitar ao homem a receber a salvação.

O calvinismo que leva a razão humana ao extremo não é Bíblico confundindo a "Segurança do Crente" com a doutrina "Salvação Assegurada". A Bíblia claramente ensina que o homem pode voltar atrás, e deixar que o pecado domine a sua vida. Mas em Hb 11.6-11, 1 Co 11.30 e João 5.16, Deus lançará o pecador igualmente  morte. A doutrina Bíblica é de "segurança" não de "perseverança dos santos".

Os Arminianos estão certos que é de responsabilidade do homem receber a Cristo e que o homem deve receber a Cristo por meio da fé. Mas está errado em dizer que o homem pode crer porque tem uma partícula de divindade em si. E está grosseiramente errado em concluir que, pelo crer, também tem parte em sua expiação.

Salvação é um total ato de Deus e não do homem. Quando o homem recebe a Cristo, ele torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus.

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 4)

É bíblico o Arminianismo?

A bíblia afirma que todos os homens são pecadores, sem méritos e salvos pela graça de Deus a parte de nenhuma obra do homem.

• Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.(Ef 2.8-9) 
• Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. (Rm 3.23) 
• Mas as escrituras encerraram tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. (Gl 3.22). 
• Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos. (Isaías 53.6). 
• Por que o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim; que se um morreu por todos, logo todos morreram. (2 Co 5.14). 
• Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. (Rm 5.12). 

É bem claro o testamento de Deus que o homem é pecador e impossibilitado de salvar-se a si mesmo. E também dizer que o homem é uma partícula da divindade ou bondade, contradiz o que a Bíblia diz. Os Arminianos ensinam que o homem tem contribuição em sua salvação, no entanto isto é falta da razão humana não suportada pela Bíblia. Deus diz, " … Porquanto, a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem em verdade o pode ser". (Rm 8.7).

A Bíblia ensina que quando o homem é salvo ele recebe eterna vida. Os Arminianos ensinam que se o homem tem em parte a sua salvação, ele no entanto é um resultado natural, mas deve ter boas obras para assim manter a salvação. De acordo com esse ensino o crente pode deixar de crer e deixar a graça.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 3)

Há alguma explicação Bíblica para a eleição segundo o Calvinismo?

A Bíblia afirma que Cristo morreu por todo homem. Nota-se que os versos seguintes claramente relatam:

• “E ele é a propiciação de nossos pecados: e não para os nossos apenas, mas ele é a propiciação de nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo". (1 João 2.2)
• "E deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único filho, para a todo que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16)
• “Isto é bom e aceitável aos olhos de nosso Salvador; que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade".(1Tim. 2:4)
• "O qual (falando Jesus) se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo".(1Tim.2:6)
• "Porque o amor de nos constrange, julgando nós assim: que se um morreu por todos, logo, todos morreram".(2Co 5.14)
• “E disse ide por todo o mundo, e pregai as Escrituras".(Mar.16:15).
• “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia, mas é longânime para convosco, não querendo que nenhum se perca, senão que todos venham a arrepender-se.” (2 Pedro 3.9).
• "Mas Deus não tendo em conta o tempo da ignorância, anuncia agora, a todos os homens, em todo o lugar que se arrependam”. (Atos 17.30).
• "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida”. (Rm 5.18).
• "Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que for a feito um pouco menor que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos". (Hb 2.9).

Claramente cada versículo das escrituras acima ensina que Cristo morreu por todo homem em qualquer lugar e deseja que todo homem seja salvo. Qualquer ensino de homem que contradiz esta verdade é falso. Isto é entendido que aqueles que se baseiam na expiação limitada, contará dizendo “o mundo” e "os homens", realmente não diz todo o mundo e todos os homens, mas se rever apenas aos "eleitos". Seguramente, tal linha de pensamento é baseada nas razoes das faltas do homem, e não parece com princípios hermenêuticos (interpretação do texto bíblico). O claro sentido da palavra mundo (cosmos), usado na Bíblia significa toda a terra e todos nela e no mundo perdido. Nunca é usado na Bíblia referindo eleição de Deus. A palavra Todos é tudo incluído. Todos homens, incluem toda a espécie humana.Se Deus queria limitar a porção de salvação, Ele poderia escolher uma melhor palavra para "todos", "mundo" e "todo" homem! Ele escolheu estas palavras porque isto convém a intenção de Deus. Ele pagou o preço por todos os pecados dos homens em todo o mundo! Ele trouxe com seu próprio sangue o direito de oferecer a salvação. Expiação limitada quer dizer que Ele apenas sofreu por aqueles que serão salvos e isto é claramente um falso ensino bíblico.

Os Calvinistas devem reprovar tais ensinos de ensinar que a morte de Cristo foi limitada a apenas certos homens que poderiam ser salvos. Devem concluir que quando pregam o Evangelho e apresentam salvação aos seus ouvintes estão por certo "batendo a língua no queixo". Devem admitir que o que estão oferecendo não pode ser concebido. O Evangelho que se tornou "Boas Novas" é para seleção de poucos. Os outros estariam desperdiçando o tempo em ouvir sobre a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, pois eles não poderiam receber a Cristo.

Jesus disse que os habitantes de Sodoma e Gomorra receberiam menos juízo no dia do julgamento do que o povo de Israel. Ele alegou a isso pela razão de que eles tendo o ouvido e a Ele rejeitado como o Messias. (Mateus 10.15). Claramente porque ouviram e rejeitaram a verdade. Eles seriam mais duramente castigados do que aqueles que não tiveram o privilegio de ouvirem a verdade. Se as cidades de Israel não poderiam corresponder com a verdade após ouvir a Jesus por estarem predestinadas ao inferno, em que base poderia Deus fazer o julgamento mais severo do que aqueles que não o ouviram? Não há dúvida que Deus os tem em conta por seus pecados por rejeitarem a verdade e que eles poderiam ter ouvido e se arrependido.

A grande comissão para ir à todo o mundo e pregar o Evangelho perderia sua intenção. Por que pregar se Deus salvará os eleitos de qualquer forma. Os Calvinistas mais uma vez dizem, que Deus nos manda pregar o Evangelho para encontrar os eleitos. Isto é um exemplo da falha da razão humana. Se a Bíblia ensina que devemos ensinar aos homens em todos os lugares e que serão salvos por crerem que Jesus, e Deus de fato oferece a salvação para um determinado número previamente escolhido, então estaríamos nos tornando em mentirosos! É mentira dizer a alguém que Deus o salvará, se a Bíblia diz que não podem ser salvo!

ATOS 17.30-31 ensina que o homem é responsável e será julgado pelos seus pecados. A base do julgamento é em fato que Cristo veio ao mundo para trazer a salvação. Se você retira do homem a responsabilidade de receber a Cristo como seu salvador, se você retira do homem a chance de ser salvo, então você deixa Deus sem uma base para o julgamento. Não se pode condenar o homem por não receber alguma coisa que não é capaz de receber.

Voltando atrás para os muitos versículos, colocando que Cristo morreu pelos pecados do "mundo" você deve concluir que a morte de Cristo foi para a salvação daqueles que crêem e ao mesmo tempo para confirmar a condenação daqueles que não crêem.

Atos 17.31 "Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.

Explanação Bíblica por Cooper P. Abrams, III

domingo, 11 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio (parte 2)

Arminianismo
No século décimo sétimo, James Arminius, foi o primeiro formalmente a mencionar esta matéria e " …modificar o calvinismo, que de acordo para com ele. Deus não poderia ser considerado o autor do pecado, nem o homem mas uma automatização na mão de Deus".

Ele apresentou a perspectiva que a soberania de Deus em fato elegeu o homem a ser salvo. No entanto, ele pensou que a eleição seria baseado na onisciência de Deus de que poderia por fé aceitar a Cristo e quem poderia rejeitá-lo. Todos os homens, pensou ele, poderia ser salvo na condição de exercitarem sua vontade e crerem no Senhor Jesus Cristo. Ele rejeitou a idéia de que a expiação dos pecados seja limitada a apenas poucos e que Deus seja o autor do pecado. Arminius insistiu que Cristo morreu por todos os homens e salva a todos os que O aceitam por fé.

Arminius, no entanto foi fraco, na área bíblica da doutrina "Segurança Eterna do Crente". Segurança eterna significa, que uma vez salvo, o homem não pode perder a salvação. Arminius pensava que as escrituras não eram clara e que a Bíblia parecia ensinar aos crentes que a salvação poderia ser perdida.

Tal como os seguidores que seguiam aos ensinos de John Calvino ao extremo, muitos que sucederam James Arminius não deixaram seus ensinos, mas levaram a mais o ensino de que o homem teria a salvação em parte.

Os Arminianos, tal como ficaram conhecidos, pensavam que o homem participava com Deus na salvação. Basicamente, sua crença poderia ser explicada desta maneira;

Cristo deu a entrada do pagamento em nossa salvação, como sempre uma vez que nós a recebemos, para mantê-la devemos manter os pagamentos até ser completamente cheio de fé ou de boas obras. Este erro sério, em fato, faz a salvação parcialmente em obras, que a Bíblia claramente condena.

Tal homem como Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores em tempos recentes pregava sobre a matéria alternadamente tanto salvação pela graça como a responsabilidade do homem a corresponder com a oferta de Deus para redenção. Ele poderia pregar eleição, que a Salvação era totalmente de Deus em um domingo e no próximo domingo pregando que o homem deve exercitar sua vontade em crer no Senhor Jesus Cristo.

Outros, escritores persuadiram severamente o ensino de que Deus teria predestinado alguns a serem salvos e igualmente predestinados outros a condenação para o inferno. Os predestinados a salvação, absolutamente seriam salvos e não haveria nenhum meio a prevenir. Em outra mão, o pobre infeliz alma, que teria sido escolhida por Deus a permanecer perdida, não poderia receber a Cristo e morreria e iria para o inferno.

John MacArthur, um Alto-Calvinista e muito popular pregador de rádio conclui que a disputa sobre a matéria é porque o homem não quer aceitar a soberania de Deus, por isto ofende o orgulho do homem e também ofende o seu senso de igualdade. Arthur Pink, chamando aos que ensinam a livre vontade do homem, " merit-mongers". Monges dos méritos, ele afirma que alguns rejeitam a soberania de Deus na Salvação: "porque ele é homem caído e quer assumir alguma responsabilidade — mesmo que isto seja muito insignificante — por ter crido. Ele desesperadamente quer algum crédito por ter criado o direito de escolha.

MacArthur conclui que o homem é impulsionado pela Doutrina de Eleição porque isto parece injusto que Deus escolheria alguns a salvar, e outros não. Diz ele, " ...a razão que o homem quer de toda maneira ter parte em sua salvação é porque ele que exercitar seu orgulho."

No entanto, há muitos que não se incluem igualmente com as categorias supostas por MacArthur e que rejeitam os ensinos calvinistas. Este povo incluindo o autor desta matéria, apela para as Escrituras Sagradas e encontra evidência para rejeitar os extremos tanto dos Calvinistas como os Arminianos.

Explanação Bíblica por Cooper P. Abrams, III

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO - Predestinação versus Livre Arbítrio

Vamos começar a entender os pressupostos da predestinação. Afinal, temos um monte de perguntas! Vamos pedir ao Espírito do Senhor que nos ilumine nessa empreitada e nos conduza ao conhecimento de Sua Verdade!
Segue abaixo e seguirá em outros posts algumas questões que poderão nos ajudar a começar a reflexão! Então, mãos à obra, ou, mentes e corações abertos e leitura às ganhas!

Que Papai abençoe a todos
Missionário Adilson

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Explanação Bíblica por Cooper P. Abrams, III

Um dos mais perplexos problemas para o ensino da Palavra de Deus tem sido corretamente ensinar a relação entre a doutrina de eleição e a doutrina de salvação pela graça. Estas duas doutrinas são mundialmente debatidas por Cristãos conservativos que são divididos em duas posições " Calvinista " e "Arminiana". Para entender o suposto problema devemos olhar por várias posições, os termos usados, e uma breve história da matéria, e depois apresentar uma solução Bíblica que fuja dos extremos do "Calvinista" e dos "Arminiano".

Calvinismo

John Calvino reformador Teólogo Suíço formulou o sistema em Soteriologia ( estudo da salvação) que leva seu nome. Seu ponto de vista declara que Deus predestinou alguns para ser salvos e outros a perdição. Calvinistas são divididos basicamente em dois grupos, os extremistas chamados "Hiper-Calvinistas" e "Calvinistas Moderados" os Hiper-Calvinistas se baseiam em cinco pontos do Calvinismo que serão explicados adiante. Os Calvinistas Moderados aceitam um ou mais desses cincos pontos. Calvinismo é também referido como o ensino de "limited atonement" expiação limitada. Esta controvérsia começou durante a reforma no décimo sexto século, por John Calvin que pensou que alguns homens foram predestinados por Deus para receber salvação e outros foram predestinados a ser condenados ao inferno. Estes que Deus em Sua soberania escolheu a ser salvo seria salvo. O resto da raça humana, não escolhida por Deus para receber vida eterna, não teve oportunidade a ser salvo. Deus teria decretado a sua perdição. Hoje esta Teologia é chamada de "Reforma Teológica". Esta é a posição dos Presbiterianos como também um grande número de Batistas que baseiam neste ensino.

Este ensino é também chamado "Cinco Pontos do Calvinismo". Os cincos pontos são representados usando a sigla "TULIP" em Inglês.

T Total depravity.
U Unconditional election.
L Limited atonement.
I Irresistible grace.
P Perseverance of the saints

Depravação total.
Eleição incondicional.
Expiação limitada.
Graça irresistível.
Perseverança dos santos.

Basicamente , ensina que o homem é totalmente depravado, sem nenhum direito ou habilidade de escolher e receber salvação. O Calvinismo pressupõem que o homem não tem nenhuma autonomia ou parte na escolha de vir a Jesus e receber salvação. Ele ensina que Deus, exercendo Sua soberania, primeiro elege e decreta a alguns para a salvação em tempos passados. depois estendeu " irressistible" irresistível graça para essas pessoas, significando que Deus oferecendo salvação, o homem não poderia refugar. No entanto, o homem não teria nada a fazer com sua salvação recebida, pois Deus o escolhera a salvá-lo o que o causou a ele a crer.

Há muitas objeções ao Calvinismo, a principal é que ensina quando Deus escolhe a salvar alguns Ele também escolhe outros a não salvar.

Este ponto de vista diz que há pessoas que não poderão ser salvos, porque Deus não os escolhera a salvá-los. Tais que faz tal objeção, contradizem o ensino Bíblico que primeiro, Jesus Cristo morreu e pagou por todos os pecados dos homens. (I João 2:2) e Deus "…há de ser todos os homens salvos ? (I Tim. 2:4).

Outro ponto bíblico dos Calvinistas é que ensinam a absoluta perseverança dos santos. Uma vez salvo, o homem não pode se perder, nem tão pouco sair da presença de Deus em sua vida. O homem nada fez para receber a salvação, e nada para manter ou perdê-la. Ele está totalmente nas mãos de Deus.