Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de agosto de 2015

Hipocritópolis


Rumores dizem a respeito de uma cidade chamada Hipocritópolis, falam que ela se encontra em uma zona conhecida como Igreja. Relevo dessa cidade possuí áreas chamadas Departamentos, que são zonas bastante nobres e disputadas. 

Hipocritópolis é povoada por diversas tribos que ocupam os Departamentos. Cada tribo tem seu cacique, o qual tenta a base da altivez da voz e manipulação da verdade conquistar seguidores para compor seu círculo tribal. Quanto mais indivíduos, melhor. E aqueles que se opõe são deixados de lado para falecerem nos dias quentes e nas noites frias, para que supliquem ajuda e se submetam as coisas que não condizem com a verdade para apenas terem abrigo.

O povo de Hipocritópolis esqueceu que tem um líder maior que constituiu todo o manual para conduzir essa nação. Hoje eles vivem distantes da verdade, do manual. E consequentemente Hipocritópolis tem passado por uma crise enorme.

Boatos sondam a história dessa cidade. Dizem que seu nome deveria ser Igreja também, alguns a chamam assim, mas que em função da grande distorção da verdade resolveram mudar o seu nome.

O grande problema dessa cidade parasita é que o hedonismo em níveis nunca vistos, frieza e falta de amor, reinam. A comunidade só se mantém por conveniência e "clubismo". Os engenheiros projetistas dessa cidade se a vissem hoje em dia fariam a seguinte pergunta:

 - O que fizeram com o projeto inicial? Nós deixamos todas as plantas e instruções de construção e formas de mantê-la sempre em equilíbrio e bom uso!

Os cidadãos dessa cidade, os hipócritas, não possuem menos valor do que os outros que os mesmos oprimem. São apenas pessoas que esqueceram de ler o manual e estudar a planta da cidade. Logo, não estão preservando e mantendo ela. Com o tempo ela pode ruir! O alento dos oprimidos é que o engenheiro mestre separou materiais bons e o mesmo garantiu, em seu manual, que a cidade nunca irá ruir, porém passaria por momentos complicados.

Eu consigo ver essa cidade, outros não. Talvez não exista, talvez sim. Quem sabe os cegos consigam vê-la e os que vêem não conseguem. Acredito que, além da visão, terás que refletir para ver que aquilo que não se vê materialmente é tão real quanto o que podemos ver e sentir. 

Que o Espírito Santo nos conceda visão, entendimento, sabedoria, perdão e mudança de mente.

Abraço,

Nick.




domingo, 14 de dezembro de 2014

Crônica: A Chama de Gelo

A Chama de Gelo


     Centenas de anos após o marco da mudança no mundo. Alguns camponeses ainda traziam consigo algumas lamparinas, cada um levando a sua, como que algo indispensável. Lamparinas essas que possuíam cor de fogo, um vermelho intenso que ardia um sentimento de mudança, de esperança e de salvação durante as noites escuras de inverno. Alguns deles já haviam esquecido de onde veio esse ensinamento de levar consigo as lamparinas para iluminar o caminho. Parecia algo natural, afinal viviam em um mundo onde a escuridão tomava quase todo a terra, seria óbvio ter algo que mostrasse a direção. Mas há um porém... não sabiam esses que para o caminho correto ser iluminado pela lamparina, era necessário que eles mantivessem o fogo aceso, o fogo vermelho, dado pelo criador das lamparinas.
      Depois que o tempo foi separado, entre velho e novo, o marco zero delimitou uma nova era. Essa é a era em que nos encontramos, a mesma em que o antigos camponeses viveram. E que compreenderemos melhor ao continuarmos com a história de nossos queridos e amados antepassados. 
      O tempo foi passando e a tradição de levar consigo uma lamparina foi passada entre as gerações seguintes, até chegar em nossa geração. O grande porém é que com o passar do tempo, o ensinamento inicial foi sendo esquecido pelos camponeses, logo, o fogo vermelho foi sendo trocado por um fogo azul gelo. Esse fogo azul gelo, dava a sensação que o caminho correto era o que estava sendo iluminado, então os camponeses e muitos que vivem entre nós, possuem a certeza que estão indo pro lado certo, porém esqueceram que nos primórdios da era das lamparinas, o ensinamento havia sido dado de que apenas o fogo vermelho guiaria os passos dos camponeses para terras calmas e fartas. 
      Hoje vivemos em tempos em que vidas tem sido perdidas, lamparinas tem sido esquecidas e deixadas de lado, homens e mulheres andam tateando no escuro achando que estão vendo muito além de um palmo de distância na certeza que correm para o alvo certo. Outros muitos confundem seu fogo gelo, achando ser o fogo vermelho e trilham um caminho diferente proposto pelo criador das lamparinas. 
       A pergunta que fica é: "Até quando nos enganaremos? Até quando nos afogaremos em nosso próprio entendimento e razão? Até quando confundiremos uma chama vermelha com uma chama de gelo? Até quando!?"